Sangue novo na área! Sangue de luz que me seduz e me intriga no caminho da formiga. Uma rima inimiga do bom gosto. Mas eu sou do bojo da infâmia. Do nariz delgado que atravessa pro outro lado. E então uma névoa de nave vá de Fellini de doença de patrão de escolástico amiasneiro de sentença de coliforme de setentrional estrelas sapiência do doutor desencontrado que seguiu caminhos que não tinham que era por aqui por ali por Alá, ala halam ricota setenta setentrional do esgoto do estofado da maneira irrequieta de Henrique imperador dos setentas dos setentrionais que seguiam o fio de uma narrativa que era desencontrada da narrativa das narrativas que era mestra em errar o erro deserrado e desumano da busca e da procura da lente, da jóia e da perola perolada dos caminhos texugos da mente texuga o sabor de coca tende para o outro lado onde nemas o Camargo aranha da língua do tiopes que agente não consegue digitar o demônio das onze horas se perde entre um bando de inuítes que exageram ao falar de amor no singular como a mãe de vô Beto que se perdia no oceano das observações incoerentes e na beira da colina bebia um Martini, nua, pedindo para que um barco a viesse buscar entre alamedas de ferro ao se comemorar um gol difícil perdido.
Intervalo.
Acordo, acordo de repente de uma noite texuga em que as alamandras surtaram os efeitos dos dromedários centrais do peso do cérebro no papel suíte três quartos cama doente de tesão entre os outros focos dos lençóis entre avenidas perdidas de tamanco, a minha bisavó ainda lá temerosa de não virem aqueles que ela esperava pelada de tamancos nas avenidas central dos algures de algum lugar de Paranapanema que não era Portugal nem Allende haveria de ser eleito nesse esquema de fim de mundo de fim de noite de bagunça e decadência do eleitorado sem grana, sem time, sem lume, sem cume que a gente não sabe se vai ou se deita no outro lado do berço das atitudes idiotas idioleta idiotia que o sabre sempre soube do sabor da teta da madre que sufocava em tanto deus em tanto saber sem saber que era retirado assim das camadas mais obscuras da mente do mentecapto sem dores sem amores sem odores o fedô, na verdade, era imenso e dolorido, ardia as narinas, às fezes aos loucos, aos ódios de quem não sabe temer a deus como os cadáveres de trinta e oito, aquele ano traumático de tiros e teres, de tipos e jóias que entravam pelo muro, pelo cano. Pelintra de Zé de beijo de moça de cigano pedindo pra parteira por logo o filho para fora e não sabia que ai vinha o novo rei da cerimônia e da Dinamarca que não era nem cá nem lá o tipo mais adequado de dizer eu te amo para uma multidão de trinta e duas pessoas coçando o saco e esperando a vida chegar que era uma atitude fácil e a lesma corria como a salamandra do pé pequeno e a outra do pé queimado que eram várias e desistentes do período pré-nupcial pré-guerra que se estendia no seguinte e no seguinte pulando quadrados, círculos e houveres e haveres de uma camada de pães e manhãs.
Intervalo.
Nossa, no segundo parágrafo os sentidos foram se perdendo cada vez mais e as naveganças do imaginário colheram as flores desertas no certame do cercado do cérebro celebrado nas últimas horas de sua morte como se eu fosse o sujeito de chapéu de Beckett em Godot e de repente o colapso dos ideais fosse sair da ponta dos meus dedos carcomendo as sujeiras dos seus dedos onde baratas e bactérias freqüentavam os bueiros da imaginação perdida entre a nuca e as orelhas, que era buraco de rato, de teto e de teta. Não Pixote, não me lembro mais de tamanha fulgurança nem no hino nacional que é quando a gente pedia pra chorar seguido da tortura até a lágrima do choque no cu, no pau do tal que podia ou não ser intelectual ou camponês, gente do subverso que tinha muito mais poesia que qualquer afazia do coronel, advogado, benzedeira que na PUC era assim que se seguia dos padre que escondia o ouro, o jogo, o entregue e desterro e sangue da areia dos ideais de um temeroso a deus, ao tio, ao padre, ao coma em que estamos mergulhados desde que, desde que, desde que me lembro da sujeira, do nascido, do vivo, do entre, do nada, do cume, do lume, da gaveta esvoaçada de papéis que podiam provar crimes e doenças e espalhá-las como a caixa de pandora que abriu, que fechou, que se ligou em uma outra temática mais assertiva e partiu para uma camada de viagens mais interessantes onde apareciam outros desejos e outros esquemas que rendiam mais frutos, saca? Algo tenebroso e garantido que cê sabe, né? As vezes a gente se submete e nem está nada aí porque dezenas de outros o fizeram e tal. Come aqui meu caqui, meu pau, morde tudo de novo como se fosse madeira ou a nádega da sua mãe esfregada entre os feios, sujos e malvados. E lembra de não lembrar, que agora o fraco é aquele que tem memória. O homem que tem problemas é aquele que tem memória e por isso eu me esqueci disso que acabei de dizer enquanto pescava um litro de leite com o filé das dúzias de trigo que acorriam no nível do mar onde a bisavó, com outros tamancos, jogava o cabelo e se desprendia ao luar, já sem crer que um dia pudessem aparecer aqueles da promessa.
Intervalo.
Chagal, sorriso e promessa. Samba, frio e favela. Lucrecia, Omar e martelo. Geppeto golpeou minha moleira buscando alguma idéia que desse. Como nenhuma idéia dava, ele produziu uma idéia de madeira. Ele deu vida à idéia de madeira, que quando mentia virava contos, flores e diademas. Ou um jardim do mal me sugeriu um sapo com orelhas que escutavam a fúria das borboletas inéditas àquela hora da manhã, tarde, noite de manhã que era o indefinível dos mitos indígenas que pediam arrego no rego peludo da história dos vencedores que bota fogo no arquivo estadual da derrota que mora nos nossos cus, que escondemos nos nossos acento e só na hora em que perdemos toda a vergonha é que temos coragem de mostrar. Mas a mostra foi um sucesso, um regresso, um janeiro, o dia inteiro e agora temos como mostrar que a história dos vencidos também tem lugar. Mas não se façam de vítimas. Responsabilidade social no calendário da buceta da mãe do executivo que tem a tal multinacional enfiada nos nossos rabos lustrados com uma bela merda de um jantar gostoso da classe média. Baixa em mim o espírito do comunistinha do nariz arrebitado que hoje eu quero descer para avenida e rodar a bolsinha da família pra ver se eu ganho o sustento pra dar Neston pro neném sujo do sangue do marido da patroa que o caralho daquele filho da puta machuca e machuca muito. Vai se foder deus vagabundo que me pôs aqui pra trabalhar pra eles que não paga nem a subsistência que o Karl Marx prescrevia e a navegação dos afluentes esquecia e havia presidentes que matavam rios inteiros que não eram janeiros, mas Franciscos, aqueles mesmos onde as bisavós morreram de tanto esperar essa esperança de vaca derrubada já virada do avesso, já no sangramento, esperando o carro vir buscar, pra elas serem vendidas em pedaços, pra estarem nas suas mesas. Um riso solitário aos malandros, aos marotos, aos esgotos, aos sorrisos, à câmara mortuária da nossa dignidade. Vamos nos unir, dar a bunda e sair. Escorrega de malandro levando a carteira do cidadão, do decente, do trabalhador que deu ao patrão a bunda com ardor a fim de no fim do mês receber. Mas o patrão secou a fonte de porra e dinheiro não se viu, pelo contrário demitiu e ai não tinha mais ninguém pagando e ele se negou a continuar a escrever.